Zenonia

US$ 2.99 - Link pra AppStore

Eu não gosto de RPGs. Quer dizer, eu jogava Vampiro e Cyberpunk (na verdade eu mais mestrava que jogava, mas enfim), mas RPG eletrônico sempre me deu impaciência. Nem mesmo Link to the Past conseguiu me envolver. Blasfêmia, eu sei.

Aí Zenonia, título aguardadíssimo pela comunidade, saiu. E eu decidi prestar alguma atenção ao que o jogo oferecia.

40 horas de gameplay (sem contar sidequests) e visual 16bits foi o suficiente pra comprar o negócio. Joguei por mais ou menos 2 horas e de fato, não cheguei NEM PERTO de explorar a história do garoto Regret e o mistério sobre seu pai.

Há um bom motivo pelo qual Zenonia virou o melhor exemplo de jogo hardcore pra plataforma da Apple. Além da aventura longa, toda a produção do jogo é muito rica - os sons e gráficos rivalizam os de qualquer outro joguinho, há literalmente CENTENAS de itens pra coletar pelo mundo do jogo, este mundo a propósito é de um tamanho que rivaliza o mapa de Ocarina of Time (sério). Eu jamais imaginei que um dia, joguinhos de celular chegariam a este patamar.

Recomendo fortemente, e olha que eu não sou nem o tipo de gente que gosta desse estilo de jogo. Se você curte, imagino que o vídeo acima sozinho já te convenceu a comprar e esses pequenos parágrafos aqui foram completamente desnecessários.

PROS

- Storyline verdadeiramente épica, com 40 ou mais horas de duração

- Literalmente centenas de itens e armas diferentes pro seu pesonagem, que inclusive afetam a aparência dele no jogo

- Um sistema de escolhas morais que altera o rumo do jogo

CONS

- O controle do jogo depende inteiramente do d-pad virtual, até pra acessar menus. Isso pode ser um pouco frustrante pra alguns.

Timeloop

US$ 0.99 - Link pra AppStore Viagem no tempo sempre foi um conceito que me fascinava desde a infância. É uma pena que a idéia não seja muito explorada no mundo gamer, e por isso recebi Timeloop de braços abertos.

A história em Timeloop é apresentada com viés de história em quadrinho, negócio bem caricato - cientistas inventaram uma forma de viajar no tempo, mas como resultado acabaram se prendendo dentro de seus laboratórios. Cabe a Nix - o robô-servente deles - navegar pelas fases abrindo as diversas portas do laboratório e salvar os cientistas, que estão presos em salas hermeticamente fechadas e só sobreviverão pelo tempo que seu tanque de oxigênio aguentar.

E aqui entra o twist: Nix também é capaz de viajar no tempo. No jogo, algumas portas requerem mais de uma pessoa (ou, nesse caso, robô-servente) para ativa-las. Cabe a você decidir o momento certo de viajar pra alguns segundos no tempo, se encontrando com o Nix de poucos segundos atrás e colaborando com ele pra solucionar os puzzles.


À medida que o jogo avança, os levels se tornam bem mais complexos e você acaba viajando no tempo múltiplas vezes, esbarrando com três ou quatro versões passadas de você mesmo, todos trabalhando furiosamente pra completar sua pequena parte na solução do puzzle, na esperança que o próximo Nix execute sua tarefa em direção à solução de casa fase. Os mapas requerem bastante tentativa e erro e permitem formas diferentes de solucionar os puzzles, o que é algo que eu aprecio muito em jogos desse estilo.

Pela apresentação, idéia original e precinho camarada, Timeloop é irresistível.

Pros

- Estilo visual cartunesco divertido

- Mecânica de viagem no tempo original

- Troféus que dão maior replay value

Cons

- Os controles são um pouco erráticos às vezes

Spider - The Secret of Bryce Manor

US$ 2.99 - Link pra AppStore

São infelizmente raras as ocasiões em que um jogo aparece e desafia a proposta dos videogames como uma mídia artística. Spider - The Secret of Bryce Manor traz esse tipo de experiência pro seu iPhone ou iPod touch, e o mínimo que eu posso dizer sobre esse jogo é que ele é absolutamente brilhante.

No jogo você controla uma aranhinha que viaja por vários aposentos de uma mansão abandonada, pululando aqui e ali e tecendo teias pra capturar insetos. Capture um determinado número, e você poderá passar pra próxima fase. Os levels são - genialmente bem - desenhados à mão, o que confere um visual bastante distinto ao jogo. A jogabilidade é perfeita (você move a aranha tocando na tela na direção que deseja ir, e um traço com o dedo a faz pular)

Na superfície é apenas um action puzzle com gráficos bonitinhos, música irresistível e gameplay bem acertado. Nas entrelinhas, no entanto, Spider oferece ao jogador um irresistível mistério - pra onde foram os moradores deste casarão? Por que ele está abandonado? Pequenas pistas nos cenários de fundo das fases revelam insights que pouco a pouco te dão uma noção do que aconteceu com os habitantes da casa.



Este game é uma experiência única. O casamento perfeito entre gameplay, gráficos, conceito e direção artística é um feito de poucos jogos. O fato de que o mistério está bem abaixo da superfície perceptiva do personagem principal do jogo é um conceito bastante instingante.

Este jogo foi lançado semana passada, e já ultrapassa cem reviews com 5 estrelas na AppStore. É a primeira vez que isso jamais aconteceu na breve história da loja virtual do iTunes.

Muitos estão declarando esse jogo como o “Shadow of the Colossus do iPhone”, e sendo um fã absoluto do clássico do PS2 e apreciador do game-arte, só posso concordar.

Pros - Estilo artístico inédito - Gameplay consistente e que se adequa com perfeição ao controle por toque - A história que se desenrola através dos detalhes no cenário move o jogo pra frente com elegância.

Cons - O jogo não retorna ao ponto onde você estava se você sai acidentalmente do jogo ou recebe uma ligação